Deseja obter a pontuação de direitos humanos da HRMI para o seu país?

O que é quantificado, é melhorado. Se pretende que se dê prioridade e se melhorem os direitos humanos no seu país, provavelmente está ciente de que são necessários dados sólidos de medição dos direitos humanos comparáveis a nível internacional.

Recebemos pedidos quase todos dias para expandir o nosso trabalho de medição dos direitos humanos a novos países. Se gostaria que produzíssemos dados para o seu país ou região, eis aqui como podemos cooperar para tornar isto possível.

Resumidamente, planeamos expandir o nosso inovador trabalho de quantificação de direitos civis e políticos a todos os países do mundo dentro de alguns anos, ou assim que o financiamento o permita.

Há duas formas para expandir o nosso trabalho ao seu país. Vamos chamá-las:

Opção A: Apenas dados

Opção B: Parceria plena: dados mais defesa de direitos

Para ambas as opções, há três coisas necessárias para expandir a nossa recolha de dados a um país novo:

  1. Financiamento
  2. Pessoa(s)-chave que se torne(m) Embaixador/a da HRMI
  3. Parceiros no país que estejam equipados para assegurar que a sociedade civil local e os jornalistas usam ao máximo os novos dados, de forma a conduzir a mudanças.

A diferença entre as duas opções é o nível de financiamento necessário e a dimensão do trabalho com os parceiros no país. A opção parceria plena procura um nível de financiamento mais elevado, que será dividido entre a HRMI e um ou mais parceiros no país. Portanto, custa mais do que a opção apenas dados, mas tem a vantagem de permitir que a HRMI e o parceiro no país trabalhem mais próximos e maximizem o impacto dos dados resultantes.

A nossa história até à data

Já temos pelo menos algumas pontuações de direitos humanos para 195 países.

O nosso trabalho de quantificação dos direitos económicos e sociais baseia-se em estatísticas nacionais, combinado com a premiada metodologia do Índice SERF para produzir pontuações que permitem verificar a eficácia com que os países usam os seus recursos para cumprir os direitos à educação, à saúde, à alimentação, à habitação e ao trabalho. Até ao momento temos entre uma e cinco destas pontuações relativas à qualidade de vida em 195 países, e estamos constantemente a trabalhar para colmatar as lacunas.

Para os direitos civis e políticos — coisas como a liberdade de expressão e a proibição da tortura – não há estatísticas fiáveis a nível nacional que possamos usar. Como alternativa, vamos diretamente às fontes de informação, perguntando às pessoas com conhecimentos em primeira mão da situação local e nacional dos direitos humanos, tais como ativistas de direitos humanos, jornalistas e advogados. Pedimos a estes especialistas locais que preencham um inquérito detalhado sobre a situação no seu país, e depois usamos técnicas avançadas de estatística para obter pontuações que possam ser comparadas entre países, e ao longo do tempo.

Isto é um processo de gestão exigente e custa em média cerca de 20 000 USD por ano para cada país – o que inclui custos de tradução, contactos com embaixadores, investigação, divulgação das pontuações do país no nosso Rights Tracker, e altos níveis de cibersegurança, entre outros.

Para esse investimento, podemos produzir dados como as pontuações e imagens abaixo relativas à nossa publicação de dados de 2020:

As pontuações de direitos humanos de Samoa em 2020, que você pode explorar em nosso Rights Tracker.

 

Pontuações pelo direito à alimentação no Sul da Ásia. Explore os dados em nosso Rights Tracker.

Resultados dos Estados Unidos para pessoas em risco de ter seu direito à liberdade violado de homicídio extrajudicial, HRMI 2020. Explore mais dados como estes em nosso Rights Tracker.

Acima de tudo, podemos também apresentar tendências ao longo do tempo. Para os direitos civis e políticos, começámos a recolher dados em 2018; no entanto, para os direitos económicos e sociais, temos aproximadamente dez anos de dados e podemos apresentar gráficos de tendências, como este para Moçambique:

Tendências ao longo do tempo para o direito à alimentação em Moçambique. Explore mais dados como esses em nosso Rights Tracker.

Em 2019 criámos conjuntos completos de dados – dos direitos civis e políticos, bem como dos direitos económicos e sociais – para 19 países, e os dados produzidos estão disponíveis ao público no nosso Rights Tracker.

Em 2020, adicionámos 14 novos países e territórios na região do Pacífico, e em 2021 vamos adicionar três novos países do Sudoeste e Leste Asiático.

Será o seu país o próximo a ser adicionado à lista? Leia mais!

Requisito N.º 1: Consegue ajudar-nos a encontrar financiamento para a sua região?

Somos uma organização sem fins lucrativos, financiada através de subsídios e doações feitas por pessoas e organizações que veem a necessidade de haver melhores dados sobre direitos humanos.

O custo de uma expansão de apenas dados é de cerca de 20 000 USD por país por ano. Para isto, produzimos ferramentas importantes – disponíveis gratuitamente a qualquer um – de forma a gerar mudanças e melhorias nas vidas de pessoas de todo o mundo.

Não é prático que angariemos esse dinheiro país a país – passaríamos o tempo a candidatarmo-nos a pequenos subsídios e a fazer relatórios para os financiadores. Preferimos, de longe, expandir a um continente ou região de cada vez, como fizemos com a região do Pacífico – 21 países de uma só vez neste caso.

Esta abordagem tem também a vantagem de que o seu país poderá comparar-se aos seus vizinhos mais próximos – o que pode ser um incentivo extra para os governos melhorarem.

Tem ideias sobre quem na sua região patrocinaria a nossa expansão a um grupo de cinco ou mais países, ou a uma região inteira? Se não sabe quem abordar, talvez possamos trabalhar juntos? O impacto é maior se os financiadores souberem por si que precisam dos nossos dados, do que se formos nós a dizer que o nosso trabalho é importante.

Os financiadores terão um excelente retorno pelo seu investimento. Os nossos dados podem melhorar o discurso cívico no seu país, permitindo que porta-vozes e jornalistas apresentem argumentos mais sólidos para a mudança, e incitem os governos a dar prioridade a objetivos quantificáveis de direitos humanos.

Requisito N.º 2: Quem vai ser Embaixador/a HRMI no seu país?

Em cada país onde conduzimos um estudo por peritos, trabalhamos com um ativista local de direitos humanos, o nosso/a Embaixador/a HRMI, que nos ajuda a relacionarmo-nos com um vasto leque de pessoas entendidas que podem ser os nossos inquiridos.

É um contributo voluntário que leva 1-2 horas por semana durante alguns meses do ano. Estas pessoas fantásticas fazem uma enorme diferença na nossa capacidade de produzir dados de grande qualidade. O/A Embaixador/a precisa de colaborar com a equipa da HRMI (pelo que, na maioria dos casos, tal significa que é fundamental que falem Inglês), e ainda de estar bem conectado à comunidade de direitos humanos do seu país.
Leia mais sobre como se tornar um/a Embaixador/a.

Requisito N.º 3: Precisamos de parceiros no país que aproveitem ao máximo os dados que produzimos

Até à data, expandimos com êxito em muitos países, tendo apenas o/a Embaixador/a (uma posição voluntária) como nosso único parceiro no país.

Gostaríamos agora de experimentar o modelo de parceria plena que apoiará os nossos dados para serem utilizados por mais pessoas em cada país que participe.

O modelo de parceria plena faz sentido especialmente para países que são particularmente grandes (como a Índia), complexos (como Palestina ou Israel), ou ambos (como a China), e em países onde os parceiros internos estão particularmente motivados para experimentar novas formas de utilização dos dados para provocar mudanças.

Ainda estamos na fase inicial de desenvolvimento do modelo de parceria plena: isto envolverá trabalhar com parceiros para atrair financiamento, tanto para a pesquisa como para projetos de defesa de direitos no país. Os nossos parceiros vão ajudar a recrutar potenciais inquiridos para responder ao nosso inquérito, a adaptar as campanhas de comunicação ao contexto local, e ainda a garantir que a comunidade local de direitos humanos cria ferramentas poderosas para a mudança utilizando as nossas pontuações.

O modelo de parceria plena é mais caro, mas também acreditamos que é mais eficaz.
Por favor, entre em contacto se fizer parte de uma organização da sociedade civil que queira fazer parceria connosco numa candidatura a co-financiamento, que nos permita embarcar neste importante trabalho juntos.

Se desejar que produzamos mais dados para o seu país, por favor, preencha este formulário para nos dizer o porquê. Isto pode ser confidencial, ou então pode dar-nos permissão para usarmos o que nos diga em pedidos de financiamento, de forma a garantir apoios para a expansão de dados ao seu país.

    Por fim, diga-nos por favor que países deseja nomear para inclusão no estudo-piloto de Direitos Civis e Políticos da HRMI

    Agradecemos o seu interesse na HRMI. Também é muito bem-vindo(a) a seguir-nos no Twitter, YouTube, LinkedIn, e Facebook,e a inscrever-se para receber as nossas newsletters ocasionais aqui.