FAQ para os participantes convidados do inquérito



HRMI? Her-me? Her-mi?

A Iniciativa de Medição dos Direitos Humanos é  pouco difícil de pronunciar, por isso, chamamos-lhe HRMI para abreviar e pronuncia-se ‘her-mee’.

‘Os dados comparativos sobre o desempenho dos direitos humanos por países’ constituem uma maneira útil de responsabilizar os governos. O trabalho da Iniciativa de Medição dos Direitos Humanos depende da cooperação dos defensores dos direitos humanos em todo o mundo para desenvolver e compartilhar os melhores dados possíveis e utilizar os resultados.”

Ken Roth, Diretor Executivo, Observatório dos Direitos Humanos

A HRMI é o primeiro projeto global a monitorizar o desempenho dos direitos humanos dos países. Uma das principais maneiras de fazer isso é através da nossa recolha de dados anual por meio do inquérito anual da HRMI.

Como diz Ken Roth, Diretor Executivo do Observatório dos Direitos Humanos, “Os dados comparativos sobre o desempenho dos direitos humanos dos países constituem uma maneira útil de responsabilizar os governos. O trabalho da Iniciativa de Medição dos Direitos Humanos depende da cooperação dos defensores dos direitos humanos em todo o mundo para desenvolver e compartilhar os melhores dados possíveis e utilizar os resultados.”

Este ano estamos a realizar o inquérito em 19 países: Angola, Austrália, Brasil, República Democrática do Congo, Fiji, Jordânia, Cazaquistão, Quirguistão, Libéria, México, Moçambique, Nepal, Nova Zelândia, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Reino Unido, Estados Unidos, Venezuela e Vietname.

Veja aqui como o inquérito funciona e como pode participar.

Porque razão se faz um inquérito?

As informações mais precisas sobre a situação geral dos direitos humanos de qualquer país provêm dos trabalhadores locais e regionais dos direitos humanos.

Desenvolvemos um questionário online especial que pergunta aos profissionais de direitos humanos em todo o mundo as mesmas questões sobre como o governo respeita os direitos humanos no seu país.

O nosso Líder dos Direitos Civis e Políticos, o Dr. K Chad Clay dirige uma equipa de cientistas políticos da Universidade da Geórgia que desenvolveram cuidadosamente o estudo e que analisam os dados que chegam dos participantes do inquérito. Eles utilizam técnicas estatísticas avançadas para garantir a comparabilidade entre países e calcular medidas de certeza para cada pontuação do país. Você pode ler mais sobre a metodologia do inquérito aqui.

Vale a pena fazer parte do inquérito?

Quanto mais trabalhadores dos direitos humanos participarem, mais válidos serão os dados.

Participar na recolha de dados anual da HRMI é uma atividade que beneficia todos. O seu investimento de 30 a 60 minutos partilhando o seu conhecimento connosco significa que o seu país terá dados e métricas líderes de mercado detalhando independentemente a situação dos direitos humanos. Quanto mais trabalhadores dos direitos humanos participarem, mais válidos serão os dados.

Qualquer pessoa pode aceder aos nossos dados, gratuitamente, no nosso site de dados.

Monitores e defensores dos direitos humanos podem utilizar os nossos dados, juntamente com outras evidências do seu próprio trabalho, para mostrar aos governos onde há espaço para melhorias, e até mesmo criar um pouco de competição saudável com países semelhantes.

Quem pode participar?

Os participantes no inquérito são investigadores e profissionais dos direitos humanos que estão a controlar eventos em qualquer um dos países nos quais recolhemos dados. O tipo de pessoas que procuramos incluem:

  • Trabalhadores dos direitos humanos (investigadores, analistas, outros profissionais) cujo trabalho é controlar os direitos civis e políticos num país do inquérito. Eles podem estar a trabalhar para uma ONG internacional ou nacional ou para uma organização da sociedade civil.
  • Advogados defensores dos direitos humanos.
  • Jornalistas que cobrem questões de direitos humanos num país do inquérito.
  • Funcionários a trabalhar para a Instituição Nacional dos Direitos Humanos (NHRI) de um país do inquérito, se a NHRI for credenciada com ‘status A’ – o que significa que está em total conformidade com os Princípios de Paris.

Os participantes no inquérito precisam de estar a viver no país sobre o qual estão a fornecer informações?

Na maioria dos casos, os participantes estão a viver no país em relação ao qual estão a fornecer informações, mas há exceções.

Quanto mais inóspito o país é para os defensores dos direitos humanos (por exemplo, a Arábia Saudita) ou em crise (por exemplo, RDC, Venezuela), maior é a probabilidade de os participantes no inquérito se encontrarem noutros países.

Além disso, alguns investigadores na área dos direitos humanos para ONGs são responsáveis pela monitorização de mais de um país, pelo que estarão habilitados para responder a perguntas sobre países em que não vivem.

Quem não deve responder ao Inquérito?

Para garantir a nossa independência e evitar conflitos de interesses, não recolhemos informações de funcionários do governo ou de funcionários que trabalham em ONGs organizadas pelo governo.

Para responder ao inquérito, procuramos pessoas que tenham acesso a fontes primárias e que sejam frequentemente os primeiros pontos de contacto para informações sobre direitos humanos no terreno. Por esse motivo, não convidamos os académicos na área dos direitos humanos a responderem ao inquérito, a menos que também sejam profissionais, e trabalhem com fontes primárias de informação.

Eu fui convidado a participar. Qual é a próxima etapa?

Se foi convidado a participar no inquérito relativo ao seu país, receberá um link para um formulário de registo/consentimento seguro.  Por favor, preencha-o. Demora cerca de 30 segundos.

Se foi convidado a participar no inquérito relativo ao seu país, receberá um link para um formulário de registo/consentimento seguro.  Por favor, preencha-o. Demora cerca de 30 segundos. Todos os que se registaram receberão um link de utilização única para o inquérito propriamente dito.

Se foi convidado a participar, sugerimos que recomende outros colegas ou contactos que também possam participar no inquérito. Se estiver registado, poderá enviar o formulário de registo para os seus contactos. Haverá também um espaço no próprio inquérito para indicar outros potenciais candidatos a responder.

Os links do inquérito serão enviados em fevereiro e março de 2019.

Os meus dados estão seguros com o HRMI?

Damos grande importância à proteção dos dados e à segurança da informação das pessoas que respondem ao inquérito. Pode ler aqui como trabalhamos para garantir que as informações que nos fornece no formulário de registo são mantidas em sigilo.

O inquérito propriamente dito é confidencial e anónimo, pelo que é impossível associar as suas respostas ao seu nome.

Qual é o papel dos Embaixadores da HRMI?

Não podemos avaliar pessoalmente todos os potenciais inquiridos para garantir que são pessoas adequadas que dispõem das informações de que necessitamos. Contamos com os  Embaixadores HRMI  para entrar em contacto com o maior número possível de inquiridos no seu país e ajudar noutros aspetos da organização prática do inquérito, como verificar as traduções na língua local. chamamos efeito “bola de neve” quando os embaixadores contactam os profissionais locais, que em seguida indicam outros potenciais candidatos a responder ao inquérito.

Por outras palavras, os nossos Embaixadores HRMI iniciam a bola de neve, aproximando-se de potenciais candidatos a responder ao inquérito e convidando-os a participar. Em seguida, pedimos a todas essas pessoas que sugiram mais nomes.

Os nossos Embaixadores são uma enorme ajuda! Pode ficar a conhecer os nossos Embaixadores cujos nomes são públicos na nossa página da equipa.

Apresentamos agora uma breve entrevista em vídeo com o nosso Embaixador para Moçambique, David Matsinhe, que é um investigador da Amnistia Internacional, especializado em monitorizar os países lusófonos da África Austral:

Vários dos nossos embaixadores aparecem noutros vídeos no nosso canal YouTube.

Obrigado!

Os nossos dados e avaliações rigorosos contam com centenas de profissionais de direitos humanos em todo o mundo, que nos oferecem o seu tempo e o seu conhecimentos. Estamos imensamente agradecidos por isso.

Se participar no inquérito da HRMI, agradecemos-lhe sincera e calorosamente. Não poderíamos fazê-lo sem si.

Agradecemos o seu interesse na HRMI. Siga-nos no Twitter,  no YouTube e no Facebook e inscreva-se para receber as nossas newsletters ocasionais aqui